Meu conjunto de linguagem é

Meu conjunto é:

Digite o nome que será usado nas frases

Exemplos:

EldAster é ume alune.

Qual o nome daqueld psicólogue?

EldAster esqueceu a caneta deld.

INSTRUÇÕES DE USO

Para expressar suas preferências de linguagem de forma mais flexível ou indicar a fluidez de seus conjuntos, utilize os códigos abaixo. Eles são aceitos em maiúsculas ou minúsculas:

  • Linguagem Qualquer: Utilize (q), qlqr, qqr ou qqr. para indicar que não possui preferência. O sistema selecionará aleatoriamente um termo do banco de dados de forma independente para cada frase.
  • Linguagem Rotativa: Utilize (r), rot, rot. ou rtt para indicar desejo de variação. Ao clicar em "Alternar frases", o sistema sorteará novas opções. Nota: Se usado em múltiplos campos, as escolhas serão independentes e misturadas (ex: artigo "o" com pronome "ela"), garantindo aleatoriedade genuína.
  • Sintaxe Neutra: Utilize um hífen (-) ou deixe o campo em branco para omitir elementos (como artigos) ou para indicar uma flexão neutra, que pode acionar substituições por termos equivalentes (ex: "estudante" para "alun-"). Deixar o campo em branco possui função equivalente à do traço, permitindo que o sistema adapte a estrutura da frase conforme necessário.
  • Morfema Zero: Utilize a sequência de um espaço entre parênteses — digitando ( ) — no campo de flexão para manter estritamente o radical da palavra, sem adição de sufixos (ex: "alun").
  • Subconjuntos Personalizados: Para alternar apenas entre opções específicas, use a sintaxe [opção1,opção2] (exemplo: [elu,ile] fará com que cada frase possa mostrar "elu" ou "ile", escolhidos aleatoriamente para cada uma). Note que comandos como (q) ou (r) não podem ser utilizados dentro dos colchetes; a sintaxe aceita apenas valores concretos separados por vírgulas.
  • Termos Específicos: Digite diretamente o termo desejado (ex: "elu", "le" ou "e") para que seja aplicado de forma fixa.

Dica de Compartilhamento: Ao compartilhar seu conjunto, todas essas configurações — incluindo modos rotativos, de qualquer linguagem ou sintaxe neutra — são preservadas, garantindo que sua identidade seja respeitada exatamente como definida.

PRA QUÊ SERVE ISTO?

Dentro da língua portuguesa, pessoas são tratadas de formas distintas em concordância com determinados gêneros gramaticais (algum/alguma, ela/ele, rápida/rápido, etc). Como estes gêneros gramaticais geralmente são atrelados a uma binaridade de gêneros e/ou de expressões de gênero, há pessoas que requerem alterações e/ou alternativas aos gêneros gramaticais existentes na língua padrão para se sentirem confortáveis com linguagem marcada.

Conjuntos de linguagem, os quais também podem ser abreviados como tratamentos, linguagens ou conjuntos, são formas de expressar quais elementos gramaticais são apropriados para se referir a cada pessoa, de forma que não depende de imposições em cima de determinados elementos. Todas as pessoas merecem a liberdade de reivindicar os tratamentos que lhes representam melhor: por exemplo, uma pessoa não precisa ser mulher para usar o pronome ela, homem para usar o pronome ele ou não-binária para usar neopronomes. A linguagem pessoal que cada pessoa adota pode ser confortável por diversos motivos, e deve ser respeitada independentemente destes.

A expressão pública do próprio tratamento em introduções, perfis e afins geralmente é uma forma de demonstrar o reconhecimento de que tratamentos não devem ser presumidos de acordo com aparência ou identidade de gênero. Caso uma pessoa não tenha se apresentado com um tratamento, a ação educada a ser tomada é não presumir o tratamento da pessoa.

O texto Tudo, ou pelo menos muita coisa, sobre linguagem pessoal explica com cuidado diversas questões que atravessam os processos de escolher o próprio tratamento e de respeitar os tratamentos alheios.

NÃO É SÓ DIZER UM PRONOME?

Pronomes são uma entre muitas classes gramaticais da língua portuguesa. Porém, por conta de traduções mal pensadas utilizando a língua inglesa como base - onde a maioria dos elementos de gêneros gramaticais afetados realmente são pronomes - muitos espaços resolveram adotar o termo pronome como sinônimo de gênero gramatical e/ou de conjuntos de linguagem.

Isto gerou uma onda de pessoas revelando seus tratamentos apenas usando um pronome pessoal, como no caso de "pronome ela" ou de "ele/dele". Isto acaba reforçando uma gramática normativa, não permitindo personalizações como o conjunto ê/ele/e e desencorajando pessoas de utilizarem pronomes ou outros elementos gramaticais mais incomuns: afinal, que pessoa será tratada da forma correta caso só saiba dizer que seu pronome é ilu, sem poder especificar qualquer outro elemento?

Além desta questão, reduzir tudo ao pronome incentiva jogar toda a neolinguagem num balde de "linguagem neutra", onde todos os elementos fora da língua padrão são tratados como intercambiáveis. Assim, uma pessoa pode exigir a letra O como artigo e flexão caso tenha o pronome ele, mas alguém que usa um pronome como ilae fica sem o direito de decidir o próprio artigo ou a própria flexão, e muitas vezes até mesmo o próprio pronome: não é incomum que pessoas com pronomes diferentes de ela e ele sejam pressionadas a aceitar pronomes como elu e ile por "serem neutros também", destruindo a proposta de cada pessoa poder expressar o próprio tratamento para ser tratada com os elementos que deseja.

A página Use artigo/pronome/final de palavra ensina o modelo em questão e aponta alguns dos problemas que surgiram em falar de tratamentos de forma mal pensada. É relevante lembrar que a demonstração do tratamento de cada pessoa deveria servir para empoderar pessoas que não se encaixam nos gêneros gramaticais utilizados na língua, e não para pessoas com tratamentos inclusos na língua padrão poderem esfregar na cara de outres o quanto não precisam se esforçar para serem entendidas.

ONDE POSSO APRENDER MAIS?

Links sobre neolinguagem, linguagem pessoal e linguagem genérica oferece um compilado bem robusto de links sobre estas questões.

Caso sugestões mais específicas sejam desejadas, é possível:

Para conferir comunidades amigáveis à diversidade de tratamentos, veja Comunidades e espaços NHINCQ+ inclusives de orientações, identidades de gênero e conjuntos de linguagem incomuns.

QUEM FEZ ISTO?

A implementação técnica, o desenvolvimento front-end e a escrita do código deste projeto foram realizados inteiramente por Yviesz Flowers.

A idealização conceitual e as regras gramaticais que estruturam a lógica da linguagem foram fornecidas por Aster, mantenedore do site Orientando.org — referência base para as modalidades de linguagem pessoal aqui aplicadas.